Sexta-feira, 29 de Junho de 2007

...Mente!

TendencialMente gratuito, universal e geral. Assim dispõe o art.º 64 da Constituição Portuguesa relativamente ao modelo do SNS que, segundo o Executivo, continuará a ser o mesmo.
SurpreendenteMente começam a surgir, com cada vez maior frequência, rumores que apontam para a crescente dificuldade em garantir a sustentabilidade económica do SNS
DiscretaMente começam a repensar-se novas formas de garantir a dita sustentabilidade à custa do pagamento parcial, pelos utentes, dos serviços prestados.
PomposaMente designadas por “modalidades de partilha de custos da Saúde” são avaliados os seus impactos na despesa surgindo também a criação de um imposto exclusivo para a Saúde como uma das possibilidades em aberto.
CuriosaMente, a insegurança que se vai generalizando nos portugueses no que diz respeito à acessibilidade aos cuidados de Saúde no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, fez disparar o número de seguros de saúde contratados para acesso ao sector privado.
FelizMente, salvo algumas excepções como em qualquer profissão, ainda vamos contando com o valor e qualificação dos recursos humanos que exercem a sua actividade, muitas vezes em condições pouco condignas, com dedicação e afecto aos doentes que lhes vão “passando pelas mãos”.
ContrariaMente ao que tem sido anunciado como medidas de fundo para a verdadeira reforma do Sistema, das quais se destaca a manutenção da referida sustentabilidade financeira, a criação de uma rede de cuidados de saúde continuados por forma a cobrir uma lacuna gravíssima do Sistema; a proliferação das unidades de saúde familiares em detrimento dos Centros de Saúde; a modernização do equipamento social e da sua gestão ou a melhoria do acesso do cidadão ao medicamento, temos assistido ao crescimento das listas de espera (fabulosas expectativas depositadas pelo Governo que passam pela diminuição de um mês ao tempo médio geral de espera por uma cirurgia) em especial em áreas cruciais como oncologia, ao avolumar de taxas sejam elas moderadoras, de internamento ou co-pagamentos e ao encerramento de serviços. Atente-se ao mais recente caso decorrido após o encerramento do SAP de Vendas Novas ou às centenas de bebés, filhos de pais portugueses, que acabaram por ver-se obrigadas a nascer em Badajoz.
Contudo, Correia de Campos, Ministro da Saúde, continua a entender e a fomentar a ideia que, genericaMente, os portugueses têm mais e melhores condições de Saúde Infeliz...Mente!

PS: LocalMente, um grupo de deputados, fazendo uso de mais um cliché muito em voga no Distrito (depois da celeuma criada em torno da atribuição da Capital da Cultura a Guimarães) defende agora Braga como tendo todas as condições para ser uma “Região Europeia de Saúde” ... nada mais do que um sonho desejado ardenteMente!
publicado por Mário Peixoto às 20:43
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