Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

Sorriso Estragado

Aparentemente findo o estado de hibernação que ataca o país social a cada período estival, num aparente contra senso em matéria de temperaturas, o país aquece agora com o habitual suspense criado em torno da apresentação dos orçamentos, em especial o do Estado para 2008.
No que respeita à Saúde, a ponta do véu já começou a ser levantada. O reconhecimento público do Ministro da Saúde do estado calamitoso da Saúde Oral em Portugal, fruto da sistemática negligência política e, consequentemente, da incapacidade do SNS para prestar cuidados de saúde dentária adequados às necessidades da população, deixa antever mudanças e novas medidas a este nível.
Os dados mais recentes são alarmantes. Segundo um estudo recente, divulgado pela Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária, aproximadamente 99 por cento das crianças portuguesas apresentam problemas dentários, na sua maioria cáries ou falta de dentes. Destas, apenas metade vão ao dentista. Nos adultos os resultados não diferem significativamente. Aqui, 42 por cento dos que apresentam sintomas de dores, sensibilidade ou infecções procuraram tratamento médico e apenas um por cento apresentou dentição completamente sã.
Estando a saúde oral intimamente ligada ao bem estar geral de cada um de nós e representando um factor importante para a manutenção ou restabelecimento das condições físicas, emocionais e sociais necessárias ao aumento das nossas capacidades individuais, melhorando a nossa qualidade de vida, questionamo-nos acerca das verdadeiras razões que levaram à manutenção do actual status quo nesta matéria. A primeira resposta aponta necessariamente no sentido dos maus e subsistentes hábitos educacionais instituídos na nossa população no que à higiene oral respeita, com especial prevalência em zonas rurais. Deverá pois ser um imperativo a promoção dos bons hábitos de higiene oral, educando e motivando quer os mais novos quer os mais idosos.
Por outro lado, a sempre presente questão dos gastos dos portugueses com consultas privadas e tratamentos associados. Sendo certo que o SNS não está preparado para prestar cuidados a este nível em função das necessidades da população, também é conhecida a pouca apetência das seguradoras para incluir este tipo de tratamentos nas suas apólices. Por conseguinte, cabe ao paciente a fatia mais generosa, na maioria dos casos integral, dos custos associados à consulta e aos tratamentos. Posto isto e para melhor ilustrar a situação recorro à velha expressão popular: “ Se não consegues vencê-los, junta-te a eles”! A solução, pelo menos a médio prazo, passará pela melhoria do acesso aos consultórios privados, a faixas da população mais debilitadas do ponto de vista económico, através do estabelecimento de parcerias entre estes e o Estado dada a evidência das diferenças, quer qualitativas quer ao nível da oferta, da medicina dentária e estomatologia privada em relação à proporcionada pelo Estado.
Esperamos pois, ansiosamente, as novidades anunciadas ao nível da Saúde Oral porque “rir é o melhor remédio” ... ainda mais se for feito sem complexos!
publicado por Mário Peixoto às 17:54
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