Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

Socorro

Mesmo quem nunca passou por uma situação de aflição, seja ela provocada por algum acidente rodoviário, doméstico, assalto ou, entre outros, um incêncio, reconhece perfeitamente o número 112 como sendo o Número Europeu de Socorro.
Acessível a qualquer hora do dia, de qualquer ponto do país, a chamada, gratuita, deverá ser atendida por um operador da Central de Emergência que, em função da gravidade da situação descrita, enviará os meios de socorros mais apropriados.
Tratando-se de uma chamada telefónica, a mesma implica a existência de um emissor e de um receptor da mensagem. A delicadeza do assunto a tratar neste tipo de chamadas implica um comportamento adequado de ambas as partes.
Ao primeiro caberá facultar, com clareza, simplicidade e veracidade, toda a informação que lhe for solicitada por forma a permitir um rápido e eficaz socorro às vitimas.
Aos segundos, recolher toda a informação necessária ao correcto diagnóstico da situação por forma a poder enviar ao local o meio de socorro mais adequado.
Posto isto, lamenta-se o comportamento dos primeiros que por mais de 24 mil vezes, no ano passado, despoletaram cerca de 24 mil chamadas falsas para o 112, motivando a saída, em vão, de 9 mil ambulâncias.
Estes números são assustadores, sobretudo se nos recordar-mos que a cada chamada falsa pode corresponder a ocupação de meios necessários, já de si parcos, noutras situações reais. Assim, quem realmente precisa de ajuda, pode mesmo pagar um preço alto: o custo de uma vida.
O fim da anonimicidade dos telefonemas, imposto por directiva comunitária, mesmo que a chamada seja feita de um número privado, não resolverá o problema, atenuando-o apenas e deixando que a aposta recaia cada vez mais na educação cívica.
Por outro lado, também não é compreensível que os segundos, no momento em que atendem os pedidos de auxílio via 112, normalmente uma triagem feita pela PSP e GNR, nem sempre cumpram as regras definidas para este tipo de atendimento.
Uma dessas regras passa por tentarem recolher o maior número de informações que ajudem a determinar com rigor o tipo de ajuda necessária.
Assim, ao contrário do que seria expectável, pude esta semana tentar contactar o 112 após ter constatado a ocorrência de um acidente rodoviário na Auto Estrada (A3). Após inúmeras tentativas sem qualquer sucesso eis que me atendem a chamada. Comecei por referir que “tinha acabado de ocorrer um acidente na A3”. Sem demoras, o agente destacado para a tarefa referiu, de forma rude, “já foi comunicado”, desligando de imediato sem confirmar qual o acidente a que me referia efectivamente, em que Km tinha ocorrido ou mesmo em que sentido da dita auto estrada.
Pergunto pois se o agente saberia que não tinha ocorrido qualquer outro acidente, mesmo que fosse do outro lado da faixa de rodagem, decorrente da habitual “curiosidade portuguesa” ao volante.
Seria o síndrome da “chamada falsa” ou pura ligeireza no acompanhamento da situação?
publicado por Mário Peixoto às 18:03
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