Quarta-feira, 2 de Janeiro de 2008

Banco Local de Voluntariado

A recente Cimeira UE-África, que teve como palco a cidade de Lisboa, concentrou grande parte das atenções dos media nas últimas semanas. Foram dezenas as comitivas que por ali passaram e vários os temas em análise. Direitos humanos, migrações, energia sustentável, governação e segurança foram alguns deles, assim como as relações comerciais entre os dois continentes.

Terá faltado porventura na agenda uma referência, mesmo que fugaz, ao Voluntariado e à especial importância de que este se reveste no seio de muitas comunidades africanas ou ainda à forma como os europeus podem contribuir, de forma significativa e não só com ajuda monetária, para a melhoria da qualidade de vida dessas populações.

Por alturas da celebração de mais um Dia Internacional do Voluntariado, ainda há quem diga que, ser voluntário “está na moda”.

De facto, tem sido crescente o número de pessoas que procuram instituições que apresentam projectos de intervenção em África. Tal acontece, em grande medida, porque há, em especial nos jovens, uma maior consciencialização para as desigualdades sociais latentes e por conseguinte, uma maior necessidade de intervenção quer na mudança de mentalidades quer até no próprio conceito de sociedade.

Importa porém realçar que nem sempre este aumento na procura reflecte uma mais valia substancial ao nível da qualidade, na medida em que a maior parte destes voluntários não está preparado para o conjunto de exigências que, especialmente em África, este trabalho encerra.

Ainda há muito quem apenas procure uma ocupação dos tempos livres ou simplesmente uma experiência diferente. Outros ainda, estando a atravessar um momento de crise na sua vida, canalizam as suas forças para o trabalho social, para se sentirem úteis. Nenhum destes deve ser porém desprezado mas, pelo contrário, incentivado e formado na medida das exigências que determinado projecto apresenta, procurando uma adaptação, nem sempre fácil.

O voluntariado, enquanto projecto de intervenção e de cidadania deve reflectir cada vez com mais firmeza a imagem de que: "Não há projectos para pessoas, mas pessoas para projectos".

Mas ser voluntário não se esgota obviamente em África.

Há muito a fazer mesmo aqui, ao nosso lado, na nossa rua, na nossa cidade. Surgem inúmeras oportunidades para realizar, de forma periódica e desinteressada, acções de interesse social e comunitário, quer no âmbito de projectos e programas, quer através de outras formas de intervenção ao serviço dos indivíduos, das famílias e da comunidade.

As oportunidades são quase ilimitadas em múltiplas áreas de intervenção: na Educação, na Cultura e Lazer, no Ambiente, na Saúde e Solidariedade Social; na Juventude, entre outras.

Em Braga, felicita-se a constituição e os primeiros resultados do Banco Local de Voluntariado.

À semelhança do exemplo meritório de várias suas congéneres, a Autarquia Bracarense, acolhendo as propostas da Oposição, que no início do ano de 2006 propôs a criação de um Banco Local do Voluntariado e da implementação do Voluntariado Empresarial na Câmara Municipal de Braga, acabou por reconhecer a clara evidência de que a promoção, organização e o reconhecimento do voluntariado são indispensáveis para a melhoria da qualidade de vida e para a construção de uma cidadania responsável.

Costuma dizer o povo que “mais vale tarde do que nunca”!
publicado por Mário Peixoto às 18:05
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