Terça-feira, 19 de Abril de 2005

Investir para Ganhar

<img alt="Mapa Europa.jpg" src="http://saudeminho.blogs.sapo.pt/arquivo/Mapa Europa.jpg" width="149" height="118" border="0" / Foram recentemente conhecidos os montantes afectos a cada uma das várias áreas de intervenção integradas no âmbito do sétimo Programa- Quadro da Investigação elaborado pela Comissão Europeia. Com um horizonte temporal que se estende entre o ano de 2007 e 2013, o grande objectivo, para além de seguir as directrizes traçadas pela Agenda de Lisboa, passa pela indução do crescimento da produtividade e, ao mesmo tempo, o assegurar da competitividade através do conhecimento. Na época “globalizante” em que vivemos, os mecanismos de competição instalados apenas permitem um caminho: o da aposta na valorização das sociedades através do conhecimento, da investigação! Do esforço da duplicação do financiamento em relação ao Quadro anterior resultou um bolo de 70 mil milhões de Euros que será dividido pelas diversas áreas em função das prioridades atribuídas ou das expectativas dos decisores. No entanto, segundo nos é dado a conhecer, este investimento com a Ciência nos países da União Europeia ainda não atinge os 10% da despesa pública nem os 3% do PIB acordados, apresentando sim valores na ordem dos 0,01%. Valores muito aquém das expectativas mas que, por entre as nuvens negras que têm pairado, deixam vislumbrar um raio de luz, sinal de esperança de que melhores dias virão. Mas nem tudo parecem ser más notícias. No que à área da Saúde respeita, a aposta parece efectivamente mais forte do que em anos anteriores, a comprovar pelo segundo maior plafond atribuído pela Comissão, logo atrás da sociedade de informação. A Comissão pretende assim continuar uma aposta em centros de excelência, dinamizando e fomentando a criação das “regiões do conhecimento”, também no campo da saúde, criando mecanismos sinergéticos entre universidades, centros de investigação, administrações locais e mundo empresarial. A opção pela promoção e solidificação de infraestruturas de investigação assume neste contexto um papel de extrema relevância pois serão estas as principais catalisadoras da busca contínua do conhecimento pela investigação. A disseminação do conhecimento obtido pelos diversos operadores por essa Europa fora exige um esforço suplementar que passa pela integração em rede das ditas estruturas que induzirão e facilitarão a criação de sinergias na investigação. Voltando à afectação dos montantes do novo Quadro Comunitário, a ausência de qualquer referência directa às ciências marinhas e em especial aos oceanos, merece-nos alguma preocupação na medida em que Portugal aposta, ou poderia apostar cada vez mais, na solidificação de projectos existentes ou na dinamização de novas iniciativas dadas as suas excelentes condições naturais. Todavia, não podemos continuar a ser conhecidos como “o País que clama por subsídios quando não chove porque há seca e que volta a solicitar mais subsídios quando chove muito porque há inundações”. A organização, o planeamento e a gestão continuam a ser lacunas dos nossos quadros pelo que, enquanto assim for, a atribuição de verbas, quer seja na qualidade de subsídio quer sejam simplesmente previstas em Quadros Comunitários, mais não servirá para tapar o sol com a peneira, funcionando como remendos sucessivos e adiando soluções! Estes devem ser encarados como oportunidades e a organização a metodologia a seguir para sermos mais competitivos, mais produtivos e consequentemente usufrutuários de mais valias efectivas. Mário Peixoto mariopeixoto@mail.pt http://saudeminho.blogs.sapo.pt
publicado por Mário Peixoto às 13:06
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