Terça-feira, 17 de Janeiro de 2006

Sofre Coração

As doenças cardiovasculares surgem à cabeça dos índices que descrevem as principais causas de morte e invalidez na população portuguesa. Os números são assustadores chegando a atingir valores na ordem dos 50% (taxa de mortalidade) em alguns dos anos transactos.
Em boa verdade, não obstante estes dados não constituírem uma surpresa absoluta, certo é que poderiam ser substancialmente reduzidos caso se adoptassem uma série de alterações quer ao nível dos comportamentos individuais e colectivos (alimentação mais regrada, diminuição do consumo de tabaco e álcool, adopção de estilos de vida menos sedentários assim como diminuição do stress) quer na utilização dos recursos disponíveis (ex:métodos de diagnóstico precoce) ou uso de terapêutica adequada quando reconhecida a patologia.
Posto isto, seria conveniente definir-se como poderão ser afectados os recursos disponíveis, quer os do sector público quer os do sector privado em prol desta luta desigual aumentando as possibilidades de se garantir a obtenção de maiores ganhos em saúde com a conseqüente diminuição dos custos quer no seio do Serviço Nacional de Saúde (ex: diminuição do número de internamentos hospitalares) quer na diminuição do número de baixas médica e, por conseguinte, da taxa de absentismo laboral.
Durante os últimos quinze dias, assumindo mais uma vez, empenho e disponibilidade assinalável, as farmácias portuguesas, em conjunto com instituições prestigiadas como a Fundação Portuguesa de Cardiologia e o INCP, deram corpo a uma iniciativa que visou a identificação de suspeitos de risco cardiovascular. A iniciativa decorreu num sentido mais abrangente do que é habitual na medida em que foram analisados de forma integrada os riscos associados à hipertensão arterial, ao aumento excessivo da glicemia, deslipidémias e outros factores susceptíveis de agravar tais riscos. Desta forma contribuíram significativamente em duas das áreas prioritárias do PNS (Plano Nacional de Saúde): as doenças cariovasculares e a diabetes (há em Portugal 500 mil diabéticos diagnosticados e 200 mil por diagnosticar segundo a Associação de Jovens Diabéticos de Portugal)
Assumindo-se verdadeiramente como centros de prevenção e tratamento foi possível nas farmácias efectuar uma forte análise crítica das várias situações surgidas, emitir múltiplos conselhos de cariz preventivo corrigindo hábitos enraizados no seio da população, detectar situações anômalas através de sinais ou sintomas variados e determinar o reencaminhamento para consultas médicas de especialidade quando tal se justificou.
Infelizmente, o sucesso destas iniciativas nem sempre se mede somente pelo extraordinário envolvimento de uma classe profissional que, pese embora todos os ataques de que tem sido alvo, soube, uma vez mais, responder à altura das necessidades da população que serve, mas também pela deficiente consciência individual para a assumpção daqueles que são verdadeiros riscos para a sua saúde podendo determinar o surgimento de patologias como o AVC ( Acidente vascular cerebral), a Doença Coronária (DC) ou a Doença Isquêmica do Coração( DIC ).

Sofre Coração!!!

Mário Peixoto
publicado por Mário Peixoto às 15:05
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